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Registro de autoridade

Congregação

  • Entidade coletiva

Órgão superior responsável por coordenar as atividades didáticas, pedagógicas, disciplinares e administrativas da Esav. Era presidida pelo Diretor, assessorada por um secretário(a) e composta por professores da Escola.

AEA

Peter Henry Rolfs (1865 - 1944)

  • Pessoa

Peter Henry Rolfs foi o “scholar” que o Presidente Arthur Bernardes trouxe dos Estados Unidos para planejar, construir e dirigir a Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Estado de Minas Gerais (Esav), hoje Universidade Federal de Viçosa (UFV). É considerado o fundador da Instituição, personagem que marcou a sua história, pois acompanhou a construção da Escola, desde a escolha do terreno até a sua inauguração, perpassando pela confecção do seu projeto pedagógico e contração de seus professores.

Conheça mais detalhes de sua biografia através do link: http://www.personagens.ufv.br/?area=peterHenry

Movimento

  • Entidade coletiva

Jornal originário de uma dissidência do Opinião. Um grupo de jornalistas, liderado por Raimundo Pereira, decidiu criar um outro jornal que superasse os problemas mais candentes da publicação anterior. Mais especificamente, o objetivo era ultrapassar, na direção de uma postura política mais definida, a tônica excessivamente intelectual daquele periódico. Movimento nasceu em julho de 1975, em São Paulo, com a proposta explícita de ser um jornal de frente política.

O editor e idealizador do jornal foi Raimundo Rodrigues Pereira. O conselho de redação era composto de Aguinaldo Silva, Elifas Andreatto, Jean-Claude Bernardet, Maurício Azedo, Teodomiro Braga, entre outros. O diretor responsável era Antônio Carlos Ferreira e os editores especiais, além de Raimundo Pereira, eram Bernardo Kucinski e Marcos Gomes.

A partir de seu nascimento, efetivamente, o jornal funcionou como um espaço de reaglutinação de militantes e de grupos políticos. Segundo Bernardo Kucinski, ativistas que saíam da cadeia, antigos militantes que tinham se afastado da luta armada e remanescentes de antigos grupos que se haviam desmantelado se aproximaram do jornal movidos pela possibilidade de uma atividade política legal, não clandestina. Em várias regiões do país organizaram-se sucursais do jornal. Sendo, na verdade, o jornal uma “frente” política, em cada sucursal predominava uma posição diferente, em função da predominância deste ou daquele grupo político.

A linha política e teórica mais ampla do jornal era dada, contudo, pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Embora sem vínculos orgânicos, o editor Raimundo Pereira alinhava-se às teses gerais deste partido e sofria grande influência intelectual de um antigo dirigente da organização maoísta APML — o jornalista Duarte Pacheco, na época vivendo na clandestinidade e mais próximo das teses do PCdoB.

Em pouco tempo o conselho editorial do jornal passou a expressar um conflito político interno que se estendia, também, às sucursais regionais: de um lado, os militantes do PCdoB e, de outro, os demais grupos políticos, os jornalistas independentes e os intelectuais de formação acadêmica. As teses do PCdoB referentes à caracterização da sociedade brasileira e, sobretudo, à definição do caráter da revolução no Brasil eram objeto de polêmica entre os grupos políticos da época e dividiam os militantes. Questões como “burguesia nacional”, “feudalismo” e “aliança com empresários” demarcavam campos de profundas divergências dentro do jornal.

Mas não apenas as questões internas dividiam os participantes de Movimento. O choque internacional entre as duas grandes potências comunistas da época — China e URSS — também interferia na crise política interna do jornal, na medida em que o PCdoB aderia, sem reservas, à linha chinesa.

A agudização da crise política dentro do jornal terminou por provocar uma grande crise em abril de 1977, quando jornalistas independentes e militantes de vários grupos políticos se retiraram. Movimento passou então a ser, efetivamente, um jornal que representava os pontos de vista do PCdoB. Mas transformar-se no jornal de um partido não resolveu o problema das divergências internas. Movimento passou a expressar a luta interna do PCdoB — acirrada, na época, pelo processo de avaliação da guerrilha do Araguaia. A total subordinação de Movimento às questões políticas internas do PCdoB terminou por inviabilizar o jornal. Em 1981 uma convenção nacional de trabalhadores do jornal aprovou a proposta de seu editor, Raimundo Pereira, de fechamento da publicação.
(Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/imprensa-alternativa)

O Pasquim

  • Entidade coletiva

Jornal semanal fundado no Rio de Janeiro, sua primeira edição data do dia 26 de junho de 1969. Fez parte da chamada imprensa alternativa, ou seja, uma imprensa de natureza basicamente política que visava à manifestação de setores sem acesso à imprensa convencional.

Após o golpe militar de 1964, surgiram muitas publicações com projetos alternativos, seja como revista — como é o caso de Pif-Paf criada por Millôr Fernandes em maio de 1964 e que tinha sido anteriormente um suplemento da revista O Cruzeiro — seja como suplemento de jornais e revistas, como Cartum JS e O Centavo, ambos criados por Ziraldo para o Jornal dos Sports e para O Cruzeiro, respectivamente. Essas publicações, mesmo efêmeras, abriram mais espaços para os humoristas. Esses profissionais, contudo, ainda sofriam com a censura interna dos órgãos, o que impedia a publicação de todos os seus trabalhos.

Em 13 de dezembro de 1968, foi editado o Ato Institucional nº 5 que eliminou diversas garantias constitucionais. Com isso, a necessidade de um espaço de oposição para humoristas e jornalistas impôs-se de forma mais urgente. O grupo que criaria O Pasquim inicialmente pensou em utilizar uma revista já existente chamada Carapuça, lançada em agosto de 1968 pelo jornalista Sérgio Porto. Com sua morte realizaram-se algumas reuniões para decidir a continuidade da revista ou a criação de um jornal, proposta defendida por Jaguar. Participaram desses encontros os fundadores do novo jornal, O Pasquim: Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Carlos Prosperi, Claudius, Carlos Magaldi e Murilo Reis. Do seu lançamento até outubro de 1970, o jornal foi dirigido por Tarso de Castro. Segundo o jornalista Bernardo Kucinsky, O Pasquim foi uma sociedade por cotas instável que mudava a composição acionária a cada crise.

O Pasquim inspirou-se em publicações da chamada contracultura norte-americana (principalmente no jornal underground Village Voice, de 1955) e divulgou o pensamento existencialista sobretudo através da coluna “Udigrudi” de Luís Carlos Maciel. Misturava política, comportamento e crítica social. Tinha como alvos principais a ditadura militar, o moralismo da classe média e a grande imprensa. Desde o princípio contou com a colaboração e adesão de humoristas, jornalistas e intelectuais, como Millôr Fernandes, Ziraldo, Henfil, Paulo Francis, Ivan Lessa, Luís Carlos Maciel, entre outros.

Caracterizou-se pela utilização do humor como forma de contestação e pelo uso de uma linguagem coloquial que agradou ao grande público, chegando, já em 1969, à tiragem de duzentos mil exemplares. Outra importante característica do jornal eram as entrevistas, com as quais inovou o jornalismo brasileiro ao transcrevê-las como uma longa conversa, sem copidesque. As entrevistas abriam espaços para personalidades contrárias ao regime militar como, por exemplo, d. Hélder Câmara a quem foi dedicada a capa da edição nº 40, de abril de 1970. Outras vezes o jornal trazia revelações como a feita por Ibrahim Sued no número de 26 de junho de 1969, sobre a escolha do futuro presidente, general Emílio Garrastazu Médici.

Em junho de 1970, iniciou-se a censura prévia a O Pasquim. Ainda assim, porém, a equipe conseguia contornar os censores e aprovar algumas matérias. Essa oposição sistemática do jornal, que atingia um grande público, incomodou o regime militar. Em 1º de novembro, grande parte da equipe do jornal foi presa pelo DOI-CODI. Os que não foram presos — Marta Alencar, Millôr Fernandes, Henfil e Miguel Paiva — continuaram editando O Pasquim com a ajuda de jornalistas e artistas que enviavam colaborações para a redação. Nessa ocasião, Millôr Fernandes chegou a redigir artigos que publicou com a assinatura de colegas presos, enquanto Henfil desenhou como Jaguar. Mesmo assim, a vendagem do jornal caiu.

A prisão terminou em janeiro de 1971. Dessa data até setembro de 1972, Millôr Fernandes assumiu a direção do jornal, enquanto Henfil, Ziraldo, Ivan Lessa e Jaguar o produziam. A principal preocupação, nesse momento, era o saneamento das dívidas, resultado da má administração anterior. A recuperação financeira de O Pasquim coube ao empresário Fernando Gasparian. Mudou-se então a razão social para Codecri e iniciou-se a publicação de livros. Em 24 de março de 1975, foi extinta a censura prévia ao jornal e até fins dessa década as principais temáticas de O Pasquim foram as campanhas contra a carestia e pela anistia aos condenados por crimes políticos, o que permitiria o retorno dos exilados, a libertação dos presos políticos e a livre circulação dos clandestinos.

No início da década de 1980, com a abertura política, a redemocratização e o pluripartidarismo, a ditadura militar deixou de ser o único alvo dos colaboradores. Por ocasião das eleições de 1982, ocorreu uma divergência política que separou Ziraldo e Jaguar; o primeiro apoiou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e a candidatura de Miro Teixeira para o governo do estado do Rio de Janeiro, enquanto Jaguar fez campanha para Leonel Brizola do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Essa divergência foi estampada nas páginas de O Pasquim e determinou a saída de Ziraldo após a vitória de Leonel Brizola.

O jornal passou então por um momento de crise financeira, com a diminuição da tiragem. Havia também uma grande divergência a respeito de qual linha editorial deveria ser privilegiada: alguns preconizavam uma maior radicalização política; outros defendiam uma linha humorística mais descompromissada.

Em agosto de 1988, quando o jornal foi vendido ao empresário João Carlos Rabelo, a tiragem girava em torno dos três mil exemplares em edições quinzenais. Em outubro do mesmo ano, sob nova direção, chegou aos 80 mil exemplares. Foi mantida a veia humorística que sempre caracterizou O Pasquim. Daí em diante, o jornal posicionou-se contra a corrupção, o capitalismo neoliberal e, após as eleições presidenciais de 1989, contra Fernando Collor de Melo e as políticas implementadas por ele no governo.

Segundo João Carlos Rabelo, O Pasquim obtinha seu lucro basicamente das vendas nas bancas, uma vez que não tinha muitos anúncios publicitários, nem de empresas, nem do governo. Com o aumento progressivo da taxa da inflação, tornou-se impraticável o repasse dos custos ao preço final do jornal, agravando a crise de O Pasquim e determinando seu fechamento.

A sua última edição foi de janeiro de 1991.
(Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/pasquim-o)

O jornal

A Revolta

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