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Áudio da entrevista com Horácio Peres de Mattos

Horácio Peres Sampaio Alves de Mattos, natural do Rio de Janeiro, relata suas lembranças da antiga Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav), entre 1927 e 1929, quando fez parte da primeira turma do curso de Técnico Agrícola. Aborda sua trajetória profissional, após sua formatura, quando ingressa na Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, ao mesmo tempo em que ingressa na Escola Mineira de Agronomia e Medicina Veterinária de Belo Horizonte, onde se diploma em Agronomia em 1932. Em 1934, ingressa no Ministério da Agricultura, no Instituto Biológico e Vegetal, onde trabalha até se aposentar, aos setenta anos. Descreve as condições iniciais da Escola, quando a estrutura estava em formação. Trata da importância do primeiro diretor, Peter Rolfs, e de Bello Lisbôa na organização e na disciplina da instituição em contato direto com a rotina dos estudantes. Descreve atividades do cotidiano de alimentação, estudos, esportes e atividades do Tiro de Guerra. Menciona a convivência entre os alunos e alguns conflitos com jovens da cidade de Viçosa.

Áudio da entrevista com José Marcondes Borges

José Marcondes Borges inicia relatando sua chegada a Viçosa, em 1939, quando a cidade era pequena e de difícil acesso. Marcondes destaca as dificuldades da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav), em sua estrutura simples, com quase todas as atividades concentradas no Prédio Principal pela falta de edifícios no campus. Demonstra que, apesar das limitações, havia grande dedicação dos professores e forte disciplina entre os estudantes. Destaca os costumes da época, como bailes de formatura, reuniões gerais com palestras e o forte código de ética propagado por Bello Lisbôa. Menciona sua participação na criação dos principais símbolos e do brasão da Universidade.

Áudio da entrevista com Júlia Torres Duarte Corrêa

Júlia Torres Duarte Corrêa relembra com emoção a criação do Museu, destacando como ele resgata memórias vividas desde sua infância em Viçosa, quando acompanhou o crescimento da Escola e o entusiasmo de sua família com a instituição. Recorda uma época marcada por forte união comunitária, em que todos compartilhavam alegrias e dificuldades, formando quase uma grande família. Relata experiências pessoais, como seu casamento e a convivência com professores e moradores locais, além de eventos sociais marcantes, como bailes e formaturas, que eram elegantes e muito aguardados. Júlia também menciona as atividades da Associação Feminina Effie Rolfs, voltada a ações solidárias e comunitárias. Ao longo do relato, destaca o chamado espírito esaviano, baseado em valores como honestidade, dedicação e amor à Escola, que unia professores, alunos e famílias em prol da instituição. Por fim, expressa nostalgia ao comparar o passado com o presente, lamentando a perda desse espírito coletivo.

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